Argel rebate críticas sobre trabalho no Inter

Argel está satisfeito com seu trabalho no Inter. Após o treino desta sexta-feira, o técnico concedeu entrevista coletiva e ressaltou a campanha que desempenha até agora no comando do Colorado: em 13 partidas no Brasileirão, tem sete vitórias, dois empates e quatro derrotas. Argel diz que não se importa com críticas recebidas, que está focado em seu trabalho e pensa em permanência até o término do contrato.

Argel rebate críticas sobre trabalho no Inter e fala em permanência: "Contrato até dezembro de 2016" Mateus Bruxel/Agencia RBS

— Nosso trabalho hoje é um um trabalho de G-4. Tenho que me apegar nisso. Não vejo dessa forma. Falam no Muricy, falam no Sampaoli. Se eu der ouvidos a tudo que a imprensa fala, eu não estava no meio do futebol. Eu estou no futebol há 25 anos, então estou bem tranquilo. Faço meu melhor, e tenho contrato até 31 de dezembro de 2016.

O técnico disse ainda que o planejamento para 2016 já começou.

— Começamos, sim, o planejamento de 2016. Mas isso é uma coisa tratada muito internamente. A gente tem conversado diretamente, de fazer a pré-temporada, que dia a gente se apresenta. O ano está acabando, e tem que trabalhar, sim. Mas, claro, estamos focando jogo a jogo.

Sobre a partida deste sábado, diante do Joinville, o treinador comemorou o fato de que poderá contar novamente com o atacante Eduardo Sasha, que teve uma lesão no tornozelo direito e foi submetido a uma cirurgia. Argel confirmou que o jogador será usado no decorrer da partida.

D’Alessandro é outro que começará no banco de reservas. No treino desta sexta, o meio-campo foi montado com Alex e Anderson;

— Ele está entrando aos poucos na equipe, ele ficou 40 dias parado, não está confiante para começar a partida ainda. E até para entrar no segundo tempo, onde tem mais espaço, adversário mais cansado. Foi como aconteceu no jogo com o Flamengo. E nós temos que ir voltando aos poucos, até porque ele tem um pouco de dor.

O Inter vai a campo com Alisson; William, Réver, Juan e Ernando; Rodrigo Dourado, Nilton, Alex e Anderson; Valdívia e Vitinho. A partida com o Joinville está marcada para 18h30min de sábado, no Beira-Rio.

Paula Menezes
Anúncios

Em primeiro treino, Argel cobra Valdívia: “Perdeu o colete? Esqueceu na internet?”

Novo técnico, novos trabalhos, novo ambiente. O primeiro treino de Argel Fucks no comando do Inter, nesta sexta-feira, teve todos os aspectos de novidade. Nada mais do aquecimento com futevôlei: voltou a tradicional roda de bobinho e os piques sem bola, tudo sob bom humor do grupo de jogadores. Depois, foi a vez de o treinador montar sua primeira ideia de time — com uma dúvida sobre qual será a escalação contra o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão.

Argel escalou duas equipes de 11 jogadores na linha em campo reduzido, sem goleiros, em que os atletas podiam dar apenas dois toques na bola por vez. Além disso, também havia um jogador de colete diferente, servindo como “curinga”, atuando pelas duas equipes.

A equipe de coletes amarelos teve William, Ernando, Juan e Geferson; Dourado, Nico Freitas, Nilton e Valdívia; Sasha, Vitinho e Rafael Moura. Depois, Argel comandou um treino de posicionamento de defesa e ataque. O time titular para o jogo em Belo Horizonte sairá daí. Na sua apresentação, no Beira-Rio, o treinador afirmou que pode jogar com três volantes, dependendo da situação. Com isso, a dúvida na escalação fica entre Nico Freitas e Vitinho.

O principal aspecto do trabalho de Argel foi a cobrança. O treino foi puxado, com os jogadores tendo pouco tempo para descansar. Em alguns momentos, os jogadores tiveram de fazer abdominais durante as interrupções. A cobrança também foi forte com os jogadores, principalmente Valdívia: além dos pedidos para o meia tocar a bola e se apresentar, o técnico brincou com ele durante a preparação.

— Perdeu o colete, Valdívia? Esqueceu na internet? — disse o técnico.

Definitivamente, são novos tempos no Inter.

ZH
Francisco Luz

O perfil de Argel, novo técnico do Inter

Um técnico com profundo conhecimento tático e uma série de discussões com jogadores e imprensa. Assim jornalistas que cobriram passagens de Argel Fucks por seus clubes anteriores descrevem o novo técnico do Inter. Zero Hora conversou com Marcos Castiel, Daniel Angeli e Erick Mattos, que tratam o treinador como um profissional explosivo, mas competente — as comparações, em termos de perfil, são com Celso Roth e Lisca.

Explosivo e estudioso: o perfil de Argel, novo técnico do Inter Luiz Henrique/Figueirense Futebol Clube

Marcos Castiel, editor de esportes do Diário Catarinense
O Argel passou por quase todos os grandes clubes de Santa Catarina, só faltou a Chapecoense. Até chegar ao Figueirense nessa última passagem, ele era conhecido como um técnico para reerguer time. Sempre teve passagens marcadas pela personalidade forte e pelo desgaste com os jogadores a curto prazo, estilo Celso Roth. Colocava uma pilha, ajeitava o time e, depois, não aguentava a bronca porque os jogadores ficavam tensos. Mas o Argel evoluiu muito do ponto de vista psicológico. Mudou justamente o comportamento, ele passou a ser um cara mais conciliador. É polêmico, as entrevistas são sempre pegadas, não tem pergunta sem resposta, e normalmente não é convencional. É um excelente técnico do ponto de vista tático. É um cara que revela muitos jogadores. O time do Figueirense chegou a oito jogadores revelados pelo clube.

Daniel Angeli, editor de esportes do Pioneiro
O Argel teve duas passagens pelo Caxias no começo de carreira, era meio “pancadão”. Mas o trabalho dele é muito bom. A torcida gostava bastante dele. Ele trabalha bem, consegue ficar com o grupo na mão como ex-boleiro. Ele gosta de trabalhar com jogadores jovens. É um bom técnico, a parte tática é uma das principais características. Ele até lembra o Lisca. É explosivo, mas é estudioso. Aqui no Caxias, ele falava bastante que gostaria de treinar o Inter, que o sonho dele era trabalhar no Inter.

Erick Mattos, do EQ Sports News
Ele é, no trato com os jogadores, estilo Celso Roth. Taticamente, ele é bom, treina bem o time. O convívio com a imprensa, inicialmente, é bom. Depois, depende dos resultados. É mais ou menos a relação que o Roth está tendo com a imprensa do Rio. Se estiver ganhando, está tudo certo. Se perder, complica. Mas ele sabe armar um time, não joga o time todo para frente, nem retranca quando está ganhando. Na Portuguesa, ele teve problemas de relacionamento com alguns jogadores, como Gabriel Xavier, Rondinelly e Willian Magrão. Pelo que ele fez na Portuguesa, pode dar certo no Inter. Vendo de fora, o Inter precisa de um cara assim, no perfil do Argel, com um pulso firme.

ZH

Negociação do Inter com Argel

O Inter está realmente disposto a ter Argel Fucks como treinador. E uma operação foi montada para seduzir o treinador na manhã desta quinta-feira. Em Florianópolis, o vice de futebol Carlos Pellegrini tenta convencer o ex-zagueiro a aceitar o cargo vago desde que Diego Aguirre foi demitido, quarta-feira passada. Na Capital, o presidente Vitorio Piffero está reunido com o empresário Jorge Machado para alinhavar as questões contratuais com o treinador.

Pellegrini já se encontrou com Argel no final da manhã desta quinta. Um almoço pode definir a contratação do ex-colorado, que seria anunciado como novo comandante do vestiário à noite ou nesta sexta-feira pela manhã. O vice de futebol Carlos Pellegrini viajou à capital catarinense para apresentar uma proposta a Argel.

Questões salariais não seriam problema, mas o atual treinador do Figueirense segue firme em seu propósito: não será um tampão. Ou o Inter oferece mais que os quatro meses da atual temporada ou não haverá acordo. Pellegrini, antes embarcar, foi inclusive alertado por um interlocutor de que, se estivesse levando oferta de mandato tampão, nem deveria perder tempo com a viagem.

Informações de bastidores dão conta de que será um contrato de quatro meses, com possibilidade de renovação automática e premiação por objetivos.

— Não será um mandato-tampão. Não temos ninguém para janeiro. Esperamos ter definição entre hoje (quinta) e amanhã. É a expectativa — disse uma pessoa com trânsito junto à presidência.

No Figueirense, o técnico recebe R$ 150 mil. O Inter oferece R$ 300 mil, incluindo nisso o salário de um auxiliar.

ZH

Inter pensa em mandato-tampão para esperar por Muricy Ramalho

Um mandato-tampão está sendo preparado pelo Inter para definir seu novo treinador para o restante de 2015. Informações de bastidores dão conta de que, apalavrado com um técnico para janeiro de 2016 — tudo indica ser Muricy Ramalho —, o presidente Vitorio Piffero estaria interessado em um técnico emergente para finalizar a atual temporada. O nome escolhido foi Argel.

Inter pensa em mandato-tampão para esperar por Muricy Ramalho Marco Favero/Agencia RBS

Contudo, o ex-zagueiro não pensa em apenas assumir seu ex-clube apenas pelos próximos quatro meses. Argel pediu um contrato até dezembro de 2016 a Piffero. As questões salariais já estariam definidas, inclusive. Para ter Argel e um auxiliar, Gledson Robson Barroso de Lira, o Galego, Vitorio desembolsaria R$ 300 mil mensais — R$ 200 mil apenas para o treinador. No Figueirense, Argel recebe R$ 150 mil.

— Argel negou. Se Inter não mudar os termos do negócio, para fechar até 2016, ele não deixa o Figueirense — apontou uma pessoa próxima a Argel.

Se Argel realmente negar a proposta colorada, não está descartada uma investida em outros treinadores emergentes. Lisca (atualmente no Náutico), Guto Ferreira (demitido da Ponte Preta) e até mesmo Mário Sérgio, que já assumiu o Inter em 2009 após a queda de Tite.

No dia 4, em meio ao sorteio das chaves da Copa do Brasil, na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Piffero teria feito uma consulta informal a um representante do canal FoxSports, sobre uma possível cláusula rescisória para que o comentarista deixasse a emissora. Em 2009, Mário Sérgio assumiu o Inter apenas para terminar o ano.

Tite havia sido demitido no segundo turno, após derrota no Couto Pereira para o Coritiba, seguida de um desentendimento com D’Alessandro. Mário Sérgio foi contratado no dia seguinte à demissão de Tite porque preenchia as seguintes características: não tinha pretensões de seguir no clube para o ano seguinte, conhecia o time e sabia como lidar com determinados jogadores.

Em 62 dias, ele comandou a equipe em 11 partidas e disputou o título do Brasileirão até a última rodada — perdendo o campeonato para o Flamengo, que na rodada final virou em casa contra um Grêmio que mandou a campo o seu time reserva.

No rol dos “emergentes” ainda estariam Vinicius Eutrópio (treinador da Chapecoense) e Gilson Kleina (técnico do Avaí). Nem mesmo Paulo Roberto Falcão poderia ser descartado.

ZH

Presidente do Inter se manifestou em entrevista coletiva

O presidente do Inter, Vitorio Piffero, manifestou-se em entrevista coletiva após o anúncio da demissão de Diego Aguirre. O dirigente agradeceu ao uruguaio e teceu elogios ao seu trabalho, mas afirmou que “o grupo do Inter poderia dar mais”. Piffero não revelou nomes de possíveis substitutos.

— Entendemos que a comissão técnica fez um excelente trabalho, mas que, neste momento, como nós temos duas competições exclusivamente no cenário brasileiro, tínhamos que mudar para conseguir um pouco mais do nosso grupo — destacou, antes de completar:

— O nosso grupo poderia dar mais. Vamos tratar de buscar isso. Quero agradecer ao Diego Aguirre e sua comissão pelo trabalho realizado até aqui. Chegamos até a semifinal de uma Libertadores. No início do ano eu disse que dificilmente teríamos um resultado importante nessa Libertadores porque não se faz um time de uma hora para outra. Agora resolvemos mudar um pouco o foco. São aquelas situações do futebol.

DG

Questionado sobre possíveis substitutos, Piffero afirmou que a decisão será tomada “entre quatro paredes”. Descartou, porém, o nome de Muricy Ramalho.

— O mercado possui, em disponibilidade, alguns nomes importantes que serão contactados. Antes que perguntem, o Muricy sempre foi meu “ficha 1”, mas ele está inabilitado. Temos vários nomes importantes no mercado que nós vamos analisar com calma — concluiu.

Mano Menezes surge como principal alternativa no Inter

Mano Menezes é o nome preferido para assumir o Inter após a demissão de Diego Aguirre. O técnico já teria sido contatado por pessoas ligadas ao Beira-Rio e estaria encaminhando o acerto com o clube. No início da temporada, o ex-treinador de Grêmio, Corinthians e Seleção Brasileira teve a sua contratação negada pelo presidente Vitorio Piffero que, na época, disse que não trabalharia com o técnico devido a diferenças de estilo.

Mano Menezes surge como principal alternativa no Inter Caio Marcelo/Agencia RBS

Inter anuncia demissão de Diego Aguirre antes do Gre-Nal

O diretor de futebol do Inter, Carlos Pellegrini, confirmou em entrevista coletiva a demissão do técnico Diego Aguirre.

Após um período de contestações no início do ano, principalmente por conta da estratégia de não repetir a mesma equipe em jogos consecutivos, Aguirre se firmou. A boa campanha na Copa Libertadores lhe garantiu o apoio da torcida e dos dirigentes.

Inter anuncia demissão de Diego Aguirre antes do Gre-Nal Diego Vara/Agencia RBS

O auge da trajetória do ex-jogador veio com a classificação à semifinal da competição sul-americana, após a vitória sobre o Santa Fe, da Colômbia, nas quartas de final. A parada do torneio para a Copa América, porém, interrompeu o momento positivo.

Atrapalhado por lesões e com escolhas polêmicas de escalação, o uruguaio viu o time cair de rendimento. Quando a Libertadores foi retomada, veio o pior: a eliminação para o Tigres na semifinal. Desde então, a equipe não se recuperou no Brasileirão e o retrospecto ruim das recentes rodadas o levou à saída.

DG

Inter convoca coletiva e deve anunciar demissão de Diego Aguirre

O diretor de futebol do Inter, Carlos Pellegrini, falará às 12h30min em entrevista coletiva convocada pelo clube. O dirigente deve anunciar a demissão do técnico Diego Aguirre após quase oito meses do uruguaio no comando da equipe.

AO VIVO: Inter convoca coletiva e deve anunciar demissão de Diego Aguirre Ricardo Duarte/Agencia RBS

Após um período de contestações no início do ano, principalmente por conta da estratégia de não repetir a mesma equipe em jogos consecutivos, Aguirre se firmou. A boa campanha na Copa Libertadores lhe garantiu o apoio da torcida e dos dirigentes.

O auge da trajetória do ex-jogador veio com a classificação à semifinal da competição sul-americana, após a vitória sobre o Santa Fe, da Colômbia, nas quartas de final. A parada do torneio para a Copa América, porém, interrompeu o momento positivo.

Atrapalhado por lesões e com escolhas polêmicas de escalação, o uruguaio viu o time cair de rendimento. Quando a Libertadores foi retomada, veio o pior: a eliminação para o Tigres na semifinal. Desde então, a equipe não se recuperou no Brasileirão e o retrospecto ruim das recentes rodadas o levou à saída.