Negociação do Inter com Argel

O Inter está realmente disposto a ter Argel Fucks como treinador. E uma operação foi montada para seduzir o treinador na manhã desta quinta-feira. Em Florianópolis, o vice de futebol Carlos Pellegrini tenta convencer o ex-zagueiro a aceitar o cargo vago desde que Diego Aguirre foi demitido, quarta-feira passada. Na Capital, o presidente Vitorio Piffero está reunido com o empresário Jorge Machado para alinhavar as questões contratuais com o treinador.

Pellegrini já se encontrou com Argel no final da manhã desta quinta. Um almoço pode definir a contratação do ex-colorado, que seria anunciado como novo comandante do vestiário à noite ou nesta sexta-feira pela manhã. O vice de futebol Carlos Pellegrini viajou à capital catarinense para apresentar uma proposta a Argel.

Questões salariais não seriam problema, mas o atual treinador do Figueirense segue firme em seu propósito: não será um tampão. Ou o Inter oferece mais que os quatro meses da atual temporada ou não haverá acordo. Pellegrini, antes embarcar, foi inclusive alertado por um interlocutor de que, se estivesse levando oferta de mandato tampão, nem deveria perder tempo com a viagem.

Informações de bastidores dão conta de que será um contrato de quatro meses, com possibilidade de renovação automática e premiação por objetivos.

— Não será um mandato-tampão. Não temos ninguém para janeiro. Esperamos ter definição entre hoje (quinta) e amanhã. É a expectativa — disse uma pessoa com trânsito junto à presidência.

No Figueirense, o técnico recebe R$ 150 mil. O Inter oferece R$ 300 mil, incluindo nisso o salário de um auxiliar.

ZH

Inter pensa em mandato-tampão para esperar por Muricy Ramalho

Um mandato-tampão está sendo preparado pelo Inter para definir seu novo treinador para o restante de 2015. Informações de bastidores dão conta de que, apalavrado com um técnico para janeiro de 2016 — tudo indica ser Muricy Ramalho —, o presidente Vitorio Piffero estaria interessado em um técnico emergente para finalizar a atual temporada. O nome escolhido foi Argel.

Inter pensa em mandato-tampão para esperar por Muricy Ramalho Marco Favero/Agencia RBS

Contudo, o ex-zagueiro não pensa em apenas assumir seu ex-clube apenas pelos próximos quatro meses. Argel pediu um contrato até dezembro de 2016 a Piffero. As questões salariais já estariam definidas, inclusive. Para ter Argel e um auxiliar, Gledson Robson Barroso de Lira, o Galego, Vitorio desembolsaria R$ 300 mil mensais — R$ 200 mil apenas para o treinador. No Figueirense, Argel recebe R$ 150 mil.

— Argel negou. Se Inter não mudar os termos do negócio, para fechar até 2016, ele não deixa o Figueirense — apontou uma pessoa próxima a Argel.

Se Argel realmente negar a proposta colorada, não está descartada uma investida em outros treinadores emergentes. Lisca (atualmente no Náutico), Guto Ferreira (demitido da Ponte Preta) e até mesmo Mário Sérgio, que já assumiu o Inter em 2009 após a queda de Tite.

No dia 4, em meio ao sorteio das chaves da Copa do Brasil, na sede da CBF, na Barra da Tijuca, Piffero teria feito uma consulta informal a um representante do canal FoxSports, sobre uma possível cláusula rescisória para que o comentarista deixasse a emissora. Em 2009, Mário Sérgio assumiu o Inter apenas para terminar o ano.

Tite havia sido demitido no segundo turno, após derrota no Couto Pereira para o Coritiba, seguida de um desentendimento com D’Alessandro. Mário Sérgio foi contratado no dia seguinte à demissão de Tite porque preenchia as seguintes características: não tinha pretensões de seguir no clube para o ano seguinte, conhecia o time e sabia como lidar com determinados jogadores.

Em 62 dias, ele comandou a equipe em 11 partidas e disputou o título do Brasileirão até a última rodada — perdendo o campeonato para o Flamengo, que na rodada final virou em casa contra um Grêmio que mandou a campo o seu time reserva.

No rol dos “emergentes” ainda estariam Vinicius Eutrópio (treinador da Chapecoense) e Gilson Kleina (técnico do Avaí). Nem mesmo Paulo Roberto Falcão poderia ser descartado.

ZH

Presidente do Inter se manifestou em entrevista coletiva

O presidente do Inter, Vitorio Piffero, manifestou-se em entrevista coletiva após o anúncio da demissão de Diego Aguirre. O dirigente agradeceu ao uruguaio e teceu elogios ao seu trabalho, mas afirmou que “o grupo do Inter poderia dar mais”. Piffero não revelou nomes de possíveis substitutos.

— Entendemos que a comissão técnica fez um excelente trabalho, mas que, neste momento, como nós temos duas competições exclusivamente no cenário brasileiro, tínhamos que mudar para conseguir um pouco mais do nosso grupo — destacou, antes de completar:

— O nosso grupo poderia dar mais. Vamos tratar de buscar isso. Quero agradecer ao Diego Aguirre e sua comissão pelo trabalho realizado até aqui. Chegamos até a semifinal de uma Libertadores. No início do ano eu disse que dificilmente teríamos um resultado importante nessa Libertadores porque não se faz um time de uma hora para outra. Agora resolvemos mudar um pouco o foco. São aquelas situações do futebol.

DG

Questionado sobre possíveis substitutos, Piffero afirmou que a decisão será tomada “entre quatro paredes”. Descartou, porém, o nome de Muricy Ramalho.

— O mercado possui, em disponibilidade, alguns nomes importantes que serão contactados. Antes que perguntem, o Muricy sempre foi meu “ficha 1”, mas ele está inabilitado. Temos vários nomes importantes no mercado que nós vamos analisar com calma — concluiu.

Mano Menezes surge como principal alternativa no Inter

Mano Menezes é o nome preferido para assumir o Inter após a demissão de Diego Aguirre. O técnico já teria sido contatado por pessoas ligadas ao Beira-Rio e estaria encaminhando o acerto com o clube. No início da temporada, o ex-treinador de Grêmio, Corinthians e Seleção Brasileira teve a sua contratação negada pelo presidente Vitorio Piffero que, na época, disse que não trabalharia com o técnico devido a diferenças de estilo.

Mano Menezes surge como principal alternativa no Inter Caio Marcelo/Agencia RBS